As aprovações para se estabelecer uma botica eram expedidas por boticários aprovados em Coimbra pelo físico-mor ou pelo delegado comissário na capital do Brasil, na época, Salvador. Muitos boticários eram analfabetos que tinham conhecimento apenas em medicamentos de diagnóstico simples e habitual.
Muitos profissionais de baixa formação conseguiam a autorização para trabalhar como boticário, bastava serem aprovados no exame do físico-mor ou delegado. Após a aprovação buscavam associar-se a um comerciante interessado em abrir uma botica.
Desde os primeiros tempos coloniais no Brasil, era habitual donos de “secos e molhados” venderem drogas e medicamentos para humanos e animais, a maioria das boticas eram ilegais na época. O colégio do Maranhão possuía uma farmácia flutuante, conhecida como Botica do Mar, provida de medicamentos do Maranhão até o Belém do Pará.
Os jesuítas na Bahia fundaram a botica mais importante do Brasil, tornando-se num centro distribuidor de medicamentos para várias regiões do Brasil. Os padres mantinham uma botica bem sortida e aparelhada para o preparo de medicamentos, utilizando-se de matérias-primas dos indígenas.
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